Obrigado Metallica
O dia 30 de janeiro de 2010 vai ficar na história. Tive a sorte de ver um dos melhores shows de rock já realizados em São Paulo.
O show do Metallica no Morumbi foi algo surreal, valeu cada centavo gasto, e não foram poucos. Quando me dei conta que estava pisando no gramado do São Paulo FC aguardando para ver uma das maiores bandas do mundo, você esquece de tudo e só quer aproveitar o máximo daquele momento.
Antes de começar o show eu olhava para as arquibancadas do Morumbi, só quem gosta de futebol mesmo para entender o quanto é legal ver o estádio deste ponto de vista.
Eu estava pisando em um lugar onde os melhores jogadores do mundo já pisaram, novamente, só quem gosta mesmo para entender o quanto é especial isso.
Mas eu não estava lá por futebol e sim pelo Metallica, uma banda de respeito, não é a toa que já estão a tanto tempo na estrada.
Lembro quando a banda veio para o Brasil em 1999, não consegui ir ao show, mas prometi pra mim mesmo que um dia eu iria ver esses caras ao vivo. Estava cursando o ensino médio e me lembro que escutava muito Metallica. Era na época que eles lançaram o álbum Reload, que apesar de muito criticado eu gosto de várias músicas.
Alguns anos depois (se eu não me engano em 2003), um novo show foi marcado. Não deu outra, comprei rapidamente meu ingresso. Imaginem um cara feliz, mas muito feliz.
Poucas semanas antes o show foi cancelado, imaginem um cara triste, muito triste. Alegaram cansaço, mas na verdade a banda não passava por um bom momento, Lars e James estavam brigando constantemente e o futuro da banda estava ameaçado.
Fiquei um bom tempo sem escutar o Metallica, meio que perdi o encanto. Comecei a escutar outras bandas, meu gosto pelo rock havia mudado um pouco e me dediquei mais a algumas bandas antigas como Black Sabbath, Led Zeppelin, Doors, Beatles, Queen etc. Nesta época eu frequentava muito um bar que só tocava bandas covers deste tipo, foi uma época bem legal.
Até me arrisquei a brincar de baterista, meus amigos e eu montamos uma banda chamada Inputs, bagunçamos bastante em algumas festas na pacata cidade de Nova Odessa. Quando estava praticando minhas batucadas, nao resistia, me arriscava tentando tocar alguns trechos de algumas músicas do Metallica (Sad But True era a favorita).
Mas ae a gente começa a levar a vida mais a sério, acabei meio que deixando as baladas de rock de lado, vi que era um péssimo baterista (rss) e me deidiquei mais ao trabalho. Não tinha mais o mesmo entusiasmo, até escutava algo mas não com a mesma paixão de antes.
Tudo recomeçou no fim de 2009, depois de algumas mudanças em minha vida voltei a frequentar novamente alguns bares de rock. Neste mesmo tempo veio a notícia, Metallica confirma shows no Brasil em 2010.
Comprei o ingresso rapidamente e rezei para que não cancelassem novamente. Desta vez deu tudo certo, consegui realizar um sonho antigo de ver estes caras ao vivo, e o melhor, em um ótimo momento na carreira deles, sem crise nenhuma.
Durante o show, algumas músicas me lembraram ótimos momentos em minha vida, momentos em que o Metallica era a trilha sonora.
O James sempre perguntava para a platéia – Are you feeling? Ele sempre falava que o show era para que nós pudéssemos sentir melhores e eu acredito que ele conseguiu fazer isso com 68.000 pessoas naquela noite.
Noite ótima, companhia ótima, tempo ótimo (não choveu) e a lua cheia ajudou a iluminar ainda mais o espetáculo. Por mais de 35 dias São Paulo não vivia uma noite tão iluminada, ou melhor, metalica.
O repertório foi o seguinte:
- Creeping Death
- For Whom The Bell Tolls
- The Four Horsemen
- Harvester Of Sorrow
- Fade To Black
- That Was Just Your Life
- The End Of The Line
- The Day That Never Comes
- Sad But True
- Broken, Beat and Scarred
- One
- Master Of Puppets
- Blackened
- Nothing Else Matters
- Enter Sandman
- Stone Cold Crazy
- Motorbreath
- Seek and Destroy
Curti todas as músicas, mas para mim alguns momentos ficarão gravados para sempre. Com One, o Morumbi ficou parecendo uma final de Libertadores da América, fogos de artifício, explosões, simplesmente incrível.
Com Sad But True, eu pirei, sempre foi uma das minhas músicas prediletas. E apesar de gostar dos sons mais pesados, tenho que confessar que Nothing Else Matters foi emocionante. O Kirk fez uma introdução na guitarra que deixou todos de queixo caído, logo em seguida começou a tocar Nothing Else Matters.
O público cantou junto, mesmo os metaleiros mais extremos (rss). Acredito que esta música é interpretada de diferentes formas por cada pessoa, foi mais um momento nostálgico para mim.
E este show foi trilha sonora de mais um momento em minha vida, um momento de grandes mudanças, novos desafios. Com um grande toque de saudades, não é fácil deixar para trás certas coisas na vida.
De qualquer forma, obrigado Metallica por nos fazer sentir melhores, até a próxima.

Mto bem escrito seu depoimento!!! Você deveria fazer isso mais vezes…leva jeito!
Não sou tão fã qto vc, mas senti mtas coisas boas também no show!!
Sensação ótima mesmo de pisar no estádio!
E concordo: valeu cada centavo do show!! Maravilhoso!!!
Qdo será que vai ter o próximo???rsrs
Sucesso nessa nova etapa de sua vida marcada com um mega show!!!
Bjos